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Do I Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira (JUBRA), já se vão 12 anos. De lá para cá, nosso evento vem ganhando importância no cenário acadêmico nacional e alhures, entre pesquisadores, profissionais, gestores públicos e jovens comprometidos em conhecer melhor as diferentes faces da juventude em nosso país, e, principalmente, com a garantia de seus direitos e bem-estar.

Como empreendimento coletivo, o VII JUBRA dá continuidade aos esforços das edições anteriores ocorridas no Rio de Janeiro (2004), no Rio Grande do Sul (2006), Goiás (2008), Minas Gerais (2010), Pernambuco (2012) e novamente no Rio de Janeiro (2015). Com muita alegria, o Ceará sedia o VII JUBRA, com o tema Juventudes: movimentos, experiências, redes e afetos. Este sétimo encontro deseja sublinhar esses conceitos que aglutinam as dezenas de tópicos sugeridos por jovens nos fóruns realizados em Fortaleza e Sobral e também nacionalmente, através de nossa fanpage, quando consultados sobre o que é ser jovem hoje e o que julgavam importante se discutir neste evento.

A noção de “movimentos” remete tanto aos deslocamentos físicos empreendidos por jovens nos diferentes espaços da cidade e do campo, quanto aos deslocamentos simbólicos vividos por jovens, que dinamicamente se engajam em projetos pessoais e coletivos, buscando seu lugar no mundo, transformando-se e transformando outros, questionando o marasmo que reduz suas possibilidades de existência. De onde partem os jovens? E mais significativo ainda: para onde desejam fluir? Que lugares seus corpos, em eterna mutação, ocupam e para onde se deslocam? Os movimentos dos jovens – de corpos e mentes – desalojam as formas de pensar, sentir, dizer e fazer na sociedade.

Quando destacamos as “experiências”, queremos trazer para nossa reflexão aquilo que acontece a nós enquanto jovens. E também aquilo que acontece a nós, de outras gerações, mas que compartilhamos muitos sonhos, dúvidas e preocupações dos jovens. Central para nós que fazemos o VII JUBRA é acolher as muitas vivências singulares – individuais e coletivas – que ajudam a compreender os potenciais e dilemas, as  conquistas e dificuldades dos jovens e com os jovens no Brasil. Este encontro quer abraçar as diversas perspectivas do jovem sobre sua vida e também o que se diz sobre o jovem entre pesquisadores, gestores e outros que atuam com segmentos juvenis. Como aproximar os discursos já ditos daqueles ainda em gestação? Com a força do diálogo, poderíamos construir juntos narrativas intergeracionais? O que se pode vislumbrar a partir de nossas experiências compartilhadas? Queremos trocar essas experiências múltiplas e juntar forças para construirmos juntos horizontes mais largos e felizes em nosso país.

Nesse sentido, emerge quase naturalmente a noção de “redes”. Nosso encontro, desde o primeiro momento, vem construindo formas de diálogo e participação com jovens, para que o evento possa espelhar nossa vontade de trabalharmos juntos. E para representar as muitas conexões que é preciso estabelecer, a fim de dar conta das complexidades do universo jovem hoje. “Redes” também são a cara dos jovens, que vivem hoje hiperconectados, tecnologicamente atravessados em seu cotidiano. Mas, afinal de contas, estamos todos enredados nas malhas de nossos dispositivos… Que conexões podem e devem ser feitas para se construir um mundo melhor para os jovens?  Como promover redes que contribuam para mais justiça e inclusão social? Como enfrentar os crescentes desafios e obstáculos que vêm ameaçando seu presente e futuro? O JUBRA, em seu nome de batismo, já carrega a força das “redes”, uma grande articulação de pessoas e coletivos empenhados na reflexão crítica sobre e com nossos jovens.

Por fim, chegamos aos “afetos”. Pois esses movimentos, experiências e redes são alimentados pelo desejo e pela emoção de estarmos juntos. Podemos ser  diferentes, com estilos de vida e pontos de vista diversos, mas queremos estar juntos, com um sorriso no rosto, vislumbrando com otimismo o futuro. E também nos indignando contra o que ameaça e prejudica nossos jovens. Afeto evoca o cuidado amoroso com o outro, nascido de um compromisso ético e político. Evoca, portanto, aquilo que me transforma, que me desaloja em minha relação com o outro (e, círculo fechado, voltamos aqui ao “movimento”).

Orientado pela abertura aos movimentos, experiências, redes e afetos, o VII JUBRA vem contando com pessoas e coletivos que estão contribuindo, com dedicação, na pesquisa, no melhoramento das políticas públicas e nos mais diversos espaços de cuidado e proteção dos jovens. Atendendo ao nosso convite e chamando outras pessoas interessadas, nós e nossos colaboradores temos construído uma verdadeira rede, onde cada um e todos podem trazer suas ideias para aprimorar a experiência de promoção desse encontro. Desde o início dos trabalhos de planejamento, temos convidado jovens que participam de movimentos sociais e coletivos em fóruns presenciais e digitais, de modo a expandir o diálogo entre a Universidade e os demais setores da sociedade direta ou indiretamente interessados nas juventudes brasileiras. Desses fóruns, reuniões de comissões e reuniões gerais chegamos à nossa proposta coletiva do VII JUBRA, cuja estrutura leva a marca desse projeto elaborado a muitas mãos. Junte-se a nós nessa grande rede!

Comissão Organizadora Local do VII JUBRA

Fortaleza, novembro de 2016

Grupos envolvidos na Comissão Organizadora Local:

– Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisa sobre a Criança – NUCEPEC/UFC

– Programa de Extensão TVEZ: Educação para o Uso Crítico da Mídia – UFC

– Laboratório de Psicologia em Subjetividade e Sociedade – LAPSUS/UFC

– Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violência, Exclusão Social e Subjetivação – VIESES/UFC

– Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia – GRIM/UFC

– Núcleo de Estudos em Teoria Crítica, Indústria Cultural e Psicologia Social – LAPPSIE/UFC

– Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Gênero, Idade e Família – NEGIF/UFC

– Laboratório de Artes e Micropolíticas Urbanas – LAMUR/UFC

– Núcleo de Psicologia do Trabalho – NUTRA/UFC

– Núcleo de Estudos e Pesquisas em Afrobrasilidade, Gênero e Família – NUAFRO/UECE

– Grupo de Pesquisa Educação e Cooperação Sul-Sul – ELOSS/UNILAB